No primeiro sábado de dezembro de 2001,ainda com menos de
um mês de vida, embaixo de uma chuva torrencial, fui encontrado
com minha irmãzinha de ninhada por um casal que nos levou
para sua casa... era a irmã da Fernandinha (então
estudante de Veterinária e amiga da ABC Animal), a Adriana
e seu noivo, o sueco Mathias. Assim, fui batizado de Mathias e minha
irmãzinha de Mathilda, em homenagem à cunhada da Adriana,
grande admiradora de nós, felinos. Mathilda e eu fomos adotados
juntos, mas infelizmente envenenaram os outros quatro gatinhos de
nossa casa que tinham o hábito de subir o muro e sair para
passear. Assim, para que não houvesse riscos para nós
dois, fomos para a Clivet esperar por nova adoção.
Uma moça adotou a Mathilda, embora quisessem muito que não
nos separassem. Passado um tempo fui adotado por uma senhora, mas
a adoção não deu certo... Voltei para a Clivet
e logo fiz amizade com duas gatinhas que também não
foram adotadas. Ficamos preocupados quanto ao nosso futuro quando
soubemos que a ABC Animal não mais recolheria animaizinhos...
O que seria de nós?! Em um fim de semana fomos para uma chácara
super bacana... Nossa! Nunca fiz tanta amizade de uma só
vez! Até com cachorro! Já estávamos enturmados
quando descobrimos que só ficaríamos na chácara
da Tia Maria do Carmo por três meses, tempo para que o gatil
da casa de campo da família da Mamãe (Oba! Fomos todos
adotados!) ficasse pronto. Finalmente fomos nós quatro para
nosso novo lar: um gatil muito simpático, com árvores,
escada de madeira e prateleiras. Logo descobrimos que tínhamos
mais um irmão: um cachorro também adotado, retirado
das ruas, que já morava lá antes de nós. Depois,
em novembro do ano passado, chegou outro cachorro, também
retirado das ruas. Há poucos dias uma nova irmãzinha
se juntou à nós no gatil: maior “gatinha”!
Esta foi a história da minha vida... não cheguei a
conhecer o Arnold, a Mathilde, o Sylvester, nem os outros filhotes
da Mamãe... O que posso dizer é que fui muito amado
e hoje também sou mais uma estrelinha a brilhar no Céu! MATHIAS * Dezembro 2001 † 20/05/05
TAURU
Querido Tauru, hoje está fazendo 45 dias que
você sumiu, como sei que era caseiro e que adora ficar no
carro, me chamar na porta, acho que chegou a hora de te encontrar
em algum lugar. Ontem mamãe entrou nesse site e encontrou
um cemitério onde sepultei sua irmã guerreira a Belinha,
e mesmo correndo a sorte de você voltar acho que é
correto te deixar aqui, pois sempre que entrar para ver sua irmã
estarei vendo vc também. Você e sua irmã foram
maravilhosos, sei que passaram por nosso lar mais de 200 irmãozinhos,
mais vcs foram escolhidos para serem meus, como seus outros 23 irmãos
que estão aqui para sempre, e não aguardando por adoção
como os demais. Quero que saiba que agora quando tiver saudades
vc estará aqui com a Belinha, sepultado com dignidade, e
se realmente esse vizinho criminoso tiver tirado sua vida, perdoe
ele e deixa que a mamãe tenha raiva, assim sua alma estará
tranquila para vc renascer novamente em outra dimensão, mais
feliz e justa. Cuide bem um do outro e de todos que estiverem aí
um dia estarei chegando,SE DEUS PERMITIR, ESTOU CANSADA DOS MEUS
SEMELHANTES, ELES ESTÃO TERRÍVEIS. Amo muito vcs,
mamãe (GFM)
BB
Bela Belinha
Belinha
foi mais que uma filha, foi protetora, minha mãe que o diga,
ela não deixava se quer minha mãe aumentar a voz comigo.Belinha
teve leishmania, foi tratada, amada até que um dia não
conseguiu mais lutar. Obrigado por tudo, minha linda, você estará
sempre no meu coração e estaremos juntas um dia com
certeza!! Com amor, mamãe. (G.F.M)
Nick
Cossio
A mais pura e sincera homenagem, a essa Criaturinha, que fez parte
da minha Vida, da minha história, dos meus dias.. Sempre
Companheiro inseparável, nos momentos de alegria e principalmente,
naqueles que dificilmente um "ser humano" entenderia...Mas
ele estava sempre presente ! Por contingências do Destino,
"naquela" hora, que mais precisava da minha presença,
não pode ter-me ao seu lado...Diariamente, passeava com o
Nick e com a Nina, os "meus garotos" . Quando foi levado
ao meu conhecimento, Meu Filho Querido "havia Partido"!
E com ele levou um pouquinho de mim, essa doce e maravilhosa Criaturinha,
tão amada!O "amor da minha Vida"... E o meu coração
ficando cada vez mais apertado! Só sei que ecoa em meu ouvido,
dia e noite! Hoje, um pouquinho melhor que ontem, tenho a certeza,
que ele está "Além do Arco-Íris",
para a sua natural Evolução Espiritual. E nos encontraremos
um dia, na certeza de um sentimento profundo, que sempre nos uniu...Descanse
em Paz, meu Filhinho Adorado! NICK * 07/10/99 † 06/06/04
Tuim
Um anjo
em forma de cão. Um amigo em forma de cão. Um cão
que foi gente.
Sylvesterzinho
Assim como meu irmãozinho de ninhada, o Arnoldinho, e minha
irmãzinha - a cachorrinha Mathildinha, também não
deixo jóias, propriedades ou dinheiro no banco... Deixo o carinho
e o privilégio de ter convivido com pessoas maravilhosas, que
me amaram, me entenderam – mesmo quando dava arranhãozinhos
e mordidinhas de afeto, além, é claro, de muitas ronronadas!
E, podem ter a certeza, todos que conviveram comigo também
foram privilegiados, pois fui um gatinho companheiro, amigo, muito
dócil e amável! Agora, sou mais um anjinho no Céu
dos Bichinhos, olhando por minha família e por todos os animais
abandonados e sem lar... Quando olharem para o céu, lembrem-se
que há mais uma estrelinha brilhando por lá, junto às
estrelinhas do Arnoldinho e da Mathildinha. Vocês ficaram no
meu coração! Sylvesterzinho * Carnaval /95 † 03/06/04
Arnoldinho
Pensando
bem...um gatinho como eu quando vai para o Céu dos Bichinhos,
não deixa roupas, jóias, propriedades, nem dinheiro
no banco... Mas eu sei que mesmo não deixando nada disto,
todos que me conheceram e me amaram vão me sentir por toda
parte. Obrigado por terem sido capazes de adivinhar meus olhares,
compreender minhas gratidões mudas, meus arranhões
carinhosos, ronronadas e mordidinhas de afeto. Vocês ficaram
no meu coração... Arnoldinho
* carnaval/95 † 08/05/03
Mathildinha
Uma cachorrinha como eu quando vai para o Céu dos Bichinhos,
não deixa roupas, jóias, propriedades, nem dinheiro
no banco... Mas eu sei que mesmo não deixando nada disto,
todos que me conheceram e me amaram vão me sentir por toda
parte. Obrigado por terem sido capazes de adivinhar meus olhares,
compreender minhas gratidões mudas, minhas rosnadinhas carinhosos,
latidinhos e mordidinhas de afeto. Vocês ficaram no meu coração...!
E, quanto à mim, sou mais uma estrela a brilhar a cada anoitecer...
Estou junto ao Arnoldinho, e à milhares de outros anjinhos
animais como nós, no colo do Senhor. Mathildinha * 16/09/99 † 07/04/04
Era
assim que nós chamávamos esta gatinha que se destacava
pelas patinhas brancas que fazia parecer que estava de botas...
Além do babadorzinho branco e das suíssas.
Era uma gatinha carinhosa e fiel aos donos.
Saudade... Puppy *1975 †1983
Frederica,
Dica, Diquinha
Era
assim que chamávamos essa pequena gatinha de rabinho “cotó”
Que quando nos foi dada não miava,mas ao encontrar-se com a
Puppinha pela primeira vez, colocou a sua patinha por sobre a dela
e voltou a miar novamente.
Muito inteligente, esperta, abria a porta do banheiro para “fugirem”...
Saudade... Frederica *1978 †1982
HOMENAGEM Ao
meu particular amigo
Por
JOÃO O. SALVADOR
“Mais vale um cachorro amigo do que um amigo cachorro”
é um ditado popular, porém o cão só será
“indigno, canalha e cafajeste”, com define o Aurélio,
para o segundo caso, com a anuência do seu dono, representando,
justamente, os adjetivos ou o caráter daquele que o conduz,
muitas vezes contra a sua própria vontade.
O Kito era um dos cachorros que representavam os melhores adjetivos
das pessoas de amor, de paz, de sensibilidade e de harmonia. Enfrentamos
juntos caminhos pedregosos, por mais de dez anos dentro de uma instituição
científica, na tentativa de mantê-lo onde mais gostava,
após ter sido abandonado, ainda “criança”.
Apesar dos desafetos, tinha uma legião de adeptos (docentes,
alunos e funcionários), pela sua docilidade, companheirismo
e fidelidade a todos. Para os defensores de sua permanência,
seus fiéis adeptos, sua presença era importante, pois,
representava o bem-estar de muitos e, ainda, colaborava com os vigias
nas rondas noturnas em defesa do patrimônio, sem receber adicional
noturno, apenas em troca da atenção e carinho. Protegia
seu território com unhas e dentes, expulsando até mesmo
os mais ferozes e intrusos dos cães. Para os opositores, todavia,
sua presença, principalmente, em locais de maior acesso, justamente
um centro de excelência, depreciava o ambiente, denegria a imagem
da instituição e representava perigo. Porém teve
muita sorte ao encontrar um grupo forte de apoio e permaneceu. Tive,
sim, juntamente com um dos mais nobres cientistas da instituição,
meu particular amigo, a total responsabilidade por ele. Mas senti
seu próprio dono. Dava-lhe banho, vacinas, vermífugos
e alimentava-o todos os dias. Levava-o passear juntamente com a Nina
(hoje muito tristonha), na hora do almoço. Ia à frente
latindo e pulando, como se a minha presença movimentasse seus
sentidos. Ao acariciá-lo, minhas mãos pareciam-lhe a
leveza da paz. Percebia, claramente, que ele sentia um vazio enorme
quando eu deixava a instituição. Acompanhava-me sempre
com seu característico e meigo olhar. Mesmo no meu estado inconstante
de humor, sempre me compreendia e sei que ele conseguia ser feliz
até mesmo neste momento. Assim foram todos os santos dias.
Sua refeição quentinha era preparada todos dias, recheada
daquilo que mais gostava. Comilão como era, quantas vezes lhe
dei da minha própria comida ou comprava marmitex para satisfazer
seu apetite voraz. Quantas vezes renunciei-me em viajar nas minhas
férias. Dava-lhe constante atenção sem interferir
nos meus deveres profissionais. Dia e noite se fosse preciso, principalmente
quando ficava doente ou quando era atingido pelos dardos certeiros
de ouriços, que lhe infestavam a boca. Disciplinei-o a não
permanecer em locais não permitidos e como aprendeu rápido!
Meu carro, então, tinha um som especial, reconhecia-o entre
mil. Sentia nos meus passos um timbre de magia, como uma música
suave. Gostava de algumas presenças e era totalmente indiferente
a outras. Mais disciplinado do que muitos aguardava sempre sentadinho,
esperando os guardas saírem dos prédios durante as rondas
noturnas.
Enfim, meu querido Kito morreu sabendo que foi muito amado e serenamente
fechou seus olhinhos, resignadamente, nos braços de quem nunca
lhe abandonou um instante sequer. Vencemos todas as barreiras, menos
seu problema renal. Mas valeu a pena ter convivido com você,
rapazinho. Descanse em paz, meu amigo, porque amigo é coisa
para se guardar do lado esquerdo do meu peito, debaixo de sete chaves,
onde você repousa neste momento, em seu jazigo florido, ao lado
de minha sala.
JOÃO
O. SALVADOR é biólogo
Argus
Diziam
que eu parecia com aquele cão que acompanhava o Carlitos.Não
sei quem foi ele, ou como vivia...Mas posso falar de mim:fui um cão,
já adulto, dado de presente a uma menininha,vizinha dos meus
antigos donos...
Como ela me amava!
Como fui feliz com ela!
Fui seu primeiro amigo de 4 patas...
Ensinei a ela o amor incondicional, a amizade, a lealdade... sentimentos
puros, nobres que nós, animais, carregamos por toda nossa existência.
E esses ensinamentos ela nunca esqueceu: ainda criança cuidava
de animais que via nas ruas.
Um dia, minha amiga, nós vamos nos reencontrar! Argus - Década de 70
Mika
Nasci na mata do Hospital da Baleia provavelmente em junho de 2003.
Éramos 4 filhotes de uma mãe Siamesa e pai desconhecido.
Fomos levados, recém nascidos, para a Clínica do dr.
Márcio Brasil e, a seguir, para a Clivet. O único filhote
macho não sobreviveu...no dia seguinte à nossa chegada
à Clivet, se transformou numa linda estrelinha...
Uma de minhas irmãs foi adotada assim que desmamou, e logo
depois foi a vez da nossa mamãe ganhar um lar.
Os dias e os meses foram passando eu e minha irmã, Kimmy, fomos
ficando, sem perspectiva de adoção. Fizemos amizade
com outro gatinho, o Mathias, cuja irmã, Mathilda, também
fora adotada. Outro gato, o Janjão, se juntou a nós.
Nos tornamos todos inseparáveis!
Fomos todos adotados e ganhamos um gatil, com árvores, numa
chácara como lar. Quase um ano depois, chegou outra gatinha,
a Chantal.
Em junho deste ano o Mathias veio aqui para o Céu... sentimos
muito a falta dele!Me apeguei ainda mais ao Janjão...
Esta é a curta história da minha vida...
Fui uma gatinha muito amada na Clínica e pela minha mamãe
que me adotou, e fui muito feliz na chácara, na companhia da
minha irmã de ninhada e de meus irmãos de coração...
Já me encontrei com o Mathias: brincamos e fazemos muitas traquinagens
pelos jardins daqui do Céu! Mika *junho 2003 † 23/12/05